sexta-feira, abril 25

Comem tudo e não deixam nada


Nasceu depois do 25 de Abril, não é por esse facto necessariamente um ignorante. Licenciou-se há dois anos, trabalha em regime precário, trabalhou numa caixa de supermercado.
Perseguiu o sucesso profissional num labirinto de obstáculos, nadou num mar de burocracia, vive num país estagnado, onde está o ideal do 25 de Abril? Que fizeram dele ?
Do espectro político todo que governou o Portugal pós Abril de 74, alguém dele buscou responsabilização? Como podem estes "governantes" queixar-se da apatia de quem perdeu a crença nesta democracia, de os ver gordos , de papo pró ar e lustrosos nos seus privilégios intocáveis, reformas chorudas, nepotismos e vícios privados? Onde estão as promessas cumpridas? Do pão, paz, liberdade, saúde, educação, em vez da voragem da demagogia eleitoral, no falso moralismo de quem se serve e não serve a quem o escolheu? primeiro o partido depois o povo. Quando, no seguimento do 25 de Abril os militares pretenderam, através de sessões de esclarecimento, elucidar o povo sobre o que se tinha passado, os políticos civis logo os travaram.
Também os manuais escolares, sobretudo os de história, apenas afloram o que realmente aconteceu em 25 de Abril de 1974. A ignorância, portanto, foi imposta, é imposta ainda hoje por alguns políticos, sobretudo os que se recusam, no dia de hoje, a levar na lapela ou no bolso do casaco um cravo vermelho, símbolo do 25 de Abril, acto que ficou mundialmente conhecido como a Revolução dos Cravos, fico perplexo com Cavaco por ele não se admirar com ignorância dos seus deputados e actual governo".
Se alguém me perguntar o que foi o 25 de Abril direi que foi o dia em que meia dúzia de moscas varejeiras foram substituídas por uma praga de sanguessugas que está a destruir Portugal!
Desçam do palanque dos discursos inflamados e da retórica fácil, culpar os jovens é mais fácil.
Infelizmente para os portugueses a ignorância não passa só pelo 25 de Abril, ainda me lembro de uma besta chamada Sousa Lara que em 1993 recusou que a obra O Evangelho Segundo Jesus Cristo concorresse a um prémio literário europeu com o argumento que "ofendia os cristãos"...
Não acabaria este artigo sem prestar homenagem a todos os portugueses que lutaram e arriscaram a liberdade e mesmo a vida, na esperança vã de nos deixarem de legado um país livre e mais justo.



Até á próxima.........

(as foto-montagens do Joaquim Mendes não são usadas neste blog com sentido depreciativo e o nome Bode Ranhoso é do autor deste blog,peço-vos que não o associem ao Sr Joaquim Mendes pois tenho o maior respeito por ele, sobre as fotomontagens não estão relacionadas com os artigos, são só devaneios do autor)

3 comentários:

  1. É por essas e por outras que os jovens estão de costas voltadas para a política.
    Ao verem um Presidente da República ser obrigado a meter a viola no saco quando visita uma região de Portugal. A falta de "espinha dorsal" dos responsáveis políticos (como o é por maioria de razão o PR), é uma das causas desse afastamento.
    É que a política, acima de tudo, são princípios e, quando se abdica desses princípios, por cobardia em enfrentar o status quo, está o caldo entornado.

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  2. Miguel Lopesabril 29, 2008

    Fica descansado Bode que pelas palavras da ministra que acha quee ninguem devia reprovar, a partir do próximo ano já ninguém chumba e os alunos serão todos sabichões.

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  3. Em 1992 o subsecretário de Estado da Cultura, Prof. Dr. Sousa Lara, excelente católico, temente a Deus, de confesso e prática eucarística frequentes, opôs-se a que «O evangelho segundo Jesus cristo» fosse candidato a um prémio literário europeu. Considerou que o livro ia «contra a moral cristã dos portugueses».
    A Pátria ficou a dever ao Prof. Dr. Sousa Lara a mais corajosa tentativa de poupar o País à acção deletéria de Saramago, escritor que até o órgão oficial da Santa Sé apelidou de inveterado comunista. Bateu-se no PSD, em conferências e na comunicação social pelos sãos princípios e bons costumes, pela defesa da ordem, a restauração da monarquia e a propagação da fé. Combateu sempre o divórcio, a despenalização do aborto e das drogas leves, os vícios e o ateísmo militante. É um homem de respeito, um português de que a Pátria se devia orgulhar, um crente que não se afasta dos santos e rectos caminhos da Providência, em suma, o filho que muitas mães gostariam de ter.

    No entanto, a providência divina não evitou ao serôdio cruzado, no âmbito do processo da Universidade Moderna, a acusação pelos crimes de, associação criminosa, administração danosa e apropriação ilegítima? nem ao perigoso ateu a atribuição do prémio Nobel da Literatura.

    Pois é a justiça divina tem destas coisas

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