segunda-feira, maio 5

A verdade é como o azeite


A verdade é como o azeite, acaba sempre por vir ao de cima, as estatísticas do MNE dizem claramente que a população portuguesa e de origem portuguesa residente no estrangeiro era, para o biénio 2006/2007, de 4.968.856 pessoas, a estas acrescentam-se os 10.569.592 residentes em Portugal em 31 de Dezembro de 2005, na realidade somos, desde há muito, quinze e não dez milhões de portugueses, haveremos de estar sempre mal enquanto os políticos olharem apenas para os cerca de dois milhões que lhes asseguram a maioria absoluta e respectivos tachos.
O que nós temos e uma má evolução de uma ditadura, que deixou de ter um rosto e de ter um objectivo, protegidos por uma Pseudo-democracia transformou-se um pais numa republica das bananas, sem rumo e que só tem servido interesses pessoais.
Acabem com as desculpas esfarrapadas, os chulos (políticos) que nos governam atribuíram sempre a Salazar a culpa da emigração dos anos 60 ao fascismo, à pide, à guerra em África e ao atraso do país, e agora de quem é a culpa?
Mais uma vez a política do Pseudo-Engenheiro é posta a nu, não vale a pena os "socialistas" lançarem poeira para os olhos das pessoas, todos nós sabemos quantas pessoas atravessam as fronteiras para trabalharem diariamente em Espanha.
E não me venham os patrões com a treta que a culpa é dos trabalhadores portugueses que não produzem mas sim as empresas portuguesas e quem as dirige que não têm condições organizativas para que os trabalhadores portugueses possam dar rendimento nas empresas, basta conhecer a realidade por essa Europa fora o trabalhador português é respeitado e valorizado, são valentes e trabalhadores e não hesitam (nem no passado nem agora) em procurar lá fora o sustento que não encontra cá dentro.
O Relatório Internacional sobre Migrações de 2007 da OCDE não mente, a emigração aumentou 52.6% de 2000 a 2006 e parece-me é que há alguém que não quer os números sejam divulgados, eles sabem que os portugueses são obrigados a inscrever-se nos consulados, mas se perguntarem ao Pinóquio do Sócrates ele vai dizer que o desemprego baixou e que não é verdade, ninguém emigra do paraíso onde ele vive.



Até á próxima.........

(as foto-montagens do Joaquim Mendes não são usadas neste blog com sentido depreciativo e o nome Bode Ranhoso é do autor deste blog,peço-vos que não o associem ao Sr Joaquim Mendes pois tenho o maior respeito por ele, sobre as fotomontagens não estão relacionadas com os artigos, são só devaneios do autor)

7 comentários:

  1. TUGaA- Alemanhamaio 07, 2008

    As razoes que me levaram a sair do meu pais ha 1,5 ano sao exactamente as mesmas que hoje encontro - adoro Portugal, é um pais cheio de vida e de potencial - pena é que, qual Brasil da Europa, temos o potencial, mas nunca passamos disso. Mas, desenganem-se os que pensam mal do governo - o problema esta nos Portugueses, so nos podemos fazer a diferenca. Já que nao consigo mudar o meu pais la dentro, tento assim mudar a imagem dele ca fora.

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  2. Zé. Londresmaio 07, 2008

    50% dos meus colegas de escola são emigrantes, tal como eu. E que eu saiba eu nem sequer faço parte dos números oficiais já que nunca dei parte do assunto.

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  3. M Sergio Emigrado em Angolamaio 07, 2008

    Observatório da Emigração? Mais uma data de boys a serem bem empregados à custa dos que têm de procurar fora do país aquilo a quem têm direito. Voltámos aos anos 60.....só que, os políticos e governantes desse tempo eram mais nobres e honestos, apesar de fascistas ! Como é triste ter que reconhecer isto!

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  4. APM ,Gaiamaio 07, 2008

    Mas qual é a dúvida, afinal? Claro que a emigração tem aumentado enormemente. Mais, tem sido a emigração, qual válvula de escape, que tem evitado mais tensões sociais por causa do desemprego. Aqui no Norte ha milhares e milhares de trabalhadores que foram trabalhar para Espanha.

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  5. Helder Verissimomaio 07, 2008

    Os emigrantes trabalhadores portugueses são dos mais respeitados na UE, não só pela sua aptidão natural à integração nas organizações onde trabalham como também pelas sua qualidade e responsabilidade. Como já disse em tempos, o problema em Portugal ( produtividade, competência, assiduidade, responsabilidade, empenho, adeptos da mudança, etc) não está nos trabalhadores, mas sim na incompetência, exploração gratuita e falta de sentido de oportunidade da maioria dos gestores das empresas nacionais!

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  6. Pois, há que aumentar os escravos porque os outros já estão há longo tempo em debandada a fugir para o estrangeiro.

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  7. Nuno- grenoble,Françamaio 07, 2008

    Ao fim de 5 anos de licenciatura na universidade, tive que emigrar para não acabar numa caixa de supermercado ou no desemprego.

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